A quitosana é um biopolímero natural obtido a partir da quitina, uma substância presente principalmente nas cascas de crustáceos, como camarões, caranguejos e lagostas. Após um processo químico chamado desacetilação, a quitina é transformada em quitosana, que passa a ter propriedades funcionais importantes, como capacidade de formar filmes, ação antimicrobiana e afinidade com gorduras.
Ela é considerada um material biodegradável, biocompatível e não tóxico, o que explica sua ampla utilização em diferentes áreas.
Na agricultura, a quitosana é usada como bioestimulante e indutor de defesa das plantas, ajudando a aumentar a resistência contra pragas e doenças. Também pode atuar na melhoria do desenvolvimento vegetal e na qualidade das culturas.
Na indústria alimentícia, é empregada como conservante natural, auxiliando na preservação de alimentos por sua ação antimicrobiana. Além disso, pode ser utilizada em revestimentos comestíveis que ajudam a prolongar a vida útil de frutas e outros produtos.
Na área da saúde e farmacêutica, a quitosana é usada em curativos, cicatrizantes e sistemas de liberação controlada de medicamentos, graças à sua biocompatibilidade. Também aparece em produtos voltados ao controle de colesterol e em suplementos, embora esses usos dependam de regulamentação específica.
No tratamento de água, é aplicada como agente floculante, ajudando a remover impurezas e partículas suspensas de forma eficiente e mais sustentável em comparação com alguns produtos químicos tradicionais.
Entre as principais vantagens estão sua origem natural, versatilidade de aplicações, baixo impacto ambiental e propriedades funcionais relevantes, como ação antimicrobiana e capacidade de absorção.
